Estado das Culturas e Previsão de Colheitas

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Fevereiro de 2025   

Fevereiro de 2025

     No norte de Portugal, fevereiro foi um mês com temperaturas amenas e precipitação abundante embora inferior à normal climatológica, onde os dias gradualmente maiores começam a anunciar a primavera que se aproxima. Os rios, riachos, ribeiras e barragens encheram-se e as plantas começam a dar sinais do início de mais um ano agrícola. Enquanto isso, nos campos concluem-se as podas, as adubações e as correções de solo, enquanto se controla a vegetação infestante, que este ano é – e continuará a ser abundante. As condições de elevada humidade impelem os produtores a aplicar caldas antifúngicas de carácter preventivo, minimizando a ação de vários agentes patogénicos.    As pastagens e as sementeiras de cereal e forragem apresentam-se com elevado vigor e em bom estado sanitário e por isso, nalguns locais do entre Douro e Minho, já foi realizado o primeiro corte para silagem. Sempre que as condições climatéricas permitem, encontramos os animais no exterior, a pastorear, aproveitando a abundância da época. Fevereiro é, por natureza, o mês das primeiras florações, com as amendoeiras a pintar de branco e rosa a paisagem do interior transmontano e este ano não foi exceção. Também as ameixeiras e os pessegueiros iniciaram este mês a sua floração e os sabugueiros começaram a abrolhar. No entre Douro e Minho os mirtilos deram o mote e começaram a ver-se as primeiras flores. Contudo, e relativamente a igual período do ano anterior, constata-se por toda a região Norte um ligeiro atraso de desenvolvimento das culturas permanentes - cerca de duas a três semanas.  
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     mar10 


Janeiro de 2025   

Janeiro de 2025

     Janeiro, na região norte, ficou marcado pela ocorrência de vários fenómenos meteorológicos de grande intensidade, responsáveis pela reposição das temperaturas normais para a época, bem como pelo aumento dos teores de água no solo e dos níveis de armazenamento de água nos aquíferos e nos aproveitamentos agrícolas para rega. A passagem em território nacional das depressões “Garoe” e “Ivo” e das tempestades “Éowyn” e “Hermínia” provocou chuvas e ventos fortes, que causaram estragos diversos, resultantes de escorrências superficiais e desabamento de terras. As condições adversas condicionaram a realização de alguns trabalhos agrícolas, mas favoreceram o desenvolvimento de culturas forrageiras e cereais de outono/inverno. Os agricultores deram continuidade, entre outros, aos trabalhos de poda das culturas permanentes, arranque de árvores mortas/doentes, preparação do solo e plantação de novos pomares e vinhas, correção mineral ou orgânica do solo e aplicação de herbicida. D urante este mês ficaram concluídas a apanha e a laboração da azeitona nos lagares. Os citrinos continuam a ser colhidos um pouco por toda a região Norte, apesar das quebras associadas à presença de algumas pragas.  
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     fev07 


Dezembro de 2024   

Dezembro de 2024

     O mês de dezembro trouxe consigo o Natal, o inverno e o frio. As temperaturas do ar sofreram descidas significativas, em particular durante o período noturno, chegando as mínimas a atingir valores negativos.  Na última semana do mês o nevoeiro foi uma constante na região de Trás-os-Montes, levando à ocorrência de um fenómeno meteorológico pouco frequente e de rara beleza, decorrente do congelamento das gotículas de água em suspensão na atmosfera, quando entram em contacto com uma superfície – sincelo . A humidade do ar e a presença de água no solo registaram também valores elevados, como resultado de alguma precipitação, geadas e orvalhadas noturnas. Os níveis de armazenamento de água nos aproveitamentos agrícolas para rega têm sido gradualmente repostos, apesar de se situarem abaixo dos valores do ano anterior. Estas condições meteorológicas favoreceram o desenvolvimento dos cereais de outono/inverno e das culturas forrageiras. A apanha da azeitona e a laboração do azeite foram as principais atividades agrícolas em curso no mês de dezembro, a par das podas das culturas permanentes – vinhas e pomares – e da preparação para a plantação de novas áreas de fruteiras. As couves e os grelos chegaram ao fim do seu ciclo vegetativo, cumprindo o propósito da sua plantação e acabando na mesa de consoada, um pouco por todo o país.  
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     jan08 


Novembro de 2024   

Novembro de 2024

     Durante o mês de novembro, as temperaturas amenas e os elevados teores de humidade no solo favoreceram as sementeiras e o desenvolvimento das culturas forrageiras e dos cereais de outono/inverno. Ao longo do mês decorreu a apanha da castanha em todas as regiões produtoras de Trás-os-Montes e do Entre Douro e Minho, com as produções a serem globalmente boas, particularmente no que respeita à qualidade. Após dois anos sucessivos de perdas de rendimento, os produtores de castanha conseguiram este ano obter rendimentos importantes para a manutenção da atividade. Também foi época de colher a noz, cuja produção se afigura como uma boa opção de investimento no nordeste transmontano, em particularmente na Terra Fria. A produção deste ano atingiu volumes superiores aos do ano anterior, com boa qualidade. Novembro foi também o mês em que se intensificou a colheita da azeitona e a laboração do azeite, cujas exigências de mercado têm levado a uma produção cada vez maior de azeites “verdes e picantes”. Este ano a antecipação da colheita também ficou associada, em alguns locais, à maturação precoce das azeitonas e à presença de mosca da azeitona. No Entre Douro e Minho (EDM) a produção de azeite foi reduzida, sobretudo por ataques de mosca da azeitona e gafa. Nas mesmas condições esteve a produção de kiwi, cujo vingamento do fruto ficou comprometido pelas condições meteorológicas adversas durante o período da floração. Após as colheitas, os produtores agrícolas rapidamente passaram para a fase seguinte – as podas – sendo visível, um pouco por todo o lado quando olhamos para o horizonte, as fogueiras resultantes da queima de lenha de poda e sobrantes agrícolas.  
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     dez04 


Outubro de 2024   

Outubro de 2024

     Dando continuidade ao clima outonal que se fez sentir a partir do final de setembro, o mês de outubro ficou marcado pelas descidas de temperatura - que aproximaram a região Norte dos valores normais para esta época do ano - e por aumentos de precipitação, muito para além do que seria expectável. A passagem da tempestade “Kirk” pelo território nacional deixou um rasto de destruição a que a agricultura da região não ficou alheia. Os ventos fortes e a chuva intensa foram responsáveis por danos avultados em algumas culturas, nomeadamente a maçã e a castanha, não só ao nível da fruta, mas também dos próprios pomares e soutos. Se por um lado houve perdas significativas em maçã pronta para ser colhida e em castanhas cujos ouriços ainda estavam verdes, por outro registou-se a queda de alguns pomares de macieiras e de muitos castanheiros (inteiros ou ramos de grande dimensão). Em outubro concluíram-se as vindimas, a apanha da maçã e da amêndoa, iniciou-se a apanha da castanha e da noz e deu-se continuidade à apanha do kiwi no Entre Douro e Minho. Os bosques e campos de cultivo encheram-se de cogumelos, que estes anos serão um bom contributo para a economia das populações que exploram esta atividade.  
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     nov07 


Setembro de 2024   

Setembro de 2024

     As temperaturas registadas durante as primeiras semanas do mês de setembro situaram-se ao nível dos valores normais para a época, mas a precipitação ficou muito aquém do que seria expectável. Se por um lado este fator foi favorável a todas as colheitas realizadas ao longo desse período – contribuindo para o aumento da qualidade e da longevidade dos produtos – por outro trouxe consigo as complicações associadas aos graves incêndios rurais e às quebras acentuadas do nível das albufeiras de aproveitamento agrícola. Setembro foi um mês de vindimas, colheita de milho grão, amêndoa, maçãs e peras, figos, kiwis e outras fruteiras. Também foi o mês em que se plantaram as couves para o Natal e em que as castanhas começaram o seu processo de maturação. No último decêndio do mês ocorreram, um pouco por toda a região Norte, chuvas intensas acompanhadas por ventos fortes (que chegaram a atingir os 70km/h) e que causaram estragos elevados, paralelos aos provocados pelos incêndios.  A alimentação e o abeberamento dos animais estão assegurados, graças às boas produções de cereais e forragens obtidas este ano e às reservas hídricas existentes. Tornam-se recorrentes e transversais as queixas dos agricultores – um pouco por toda a região Norte – acerca dos prejuízos causados pelo aumento significativo das populações de javali. Cada vez mais se aproximam das povoações e das parcelas agrícolas, destruindo sementeiras, árvores (oliveiras, amendoeiras, castanheiros, …) e arbustos de fruto, para além dos estragos que provocam nos terrenos, quando escavam à procura de humidade e alguns organismos (minhocas e outros).  
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     out04 


Agosto de 2024   

Agosto de 2024

     O mês de agosto, na região Norte, trouxe consigo temperaturas máximas muito elevadas e acima da média para este mês, juntamente com uma precipitação nula. Visto que a primavera foi chuvosa, os recursos hídricos da região ainda se encontram em níveis bastante aceitáveis e a produção agrícola nunca esteve comprometida. Estes fatores combinados foram responsáveis pelo acelerar da maturação de grande parte das culturas agrícolas, antecipando as colheitas – que se realizam nas melhores condições, permitindo o aumento da qualidade e do poder de conservação da generalidade das produções. As culturas forrageiras foram favorecidas pelas condições meteorológicas deste ano, resultando em elevadas produções e produtividades, que possibilitarão aos produtores pecuários uma redução dos custos de produção durante o próximo ano. Voltamos a registar o crescente aumento de prejuízos causados por espécies cinegéticas, nomeadamente javalis.  
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     set04 


Julho 2024   

Julho 2024

     Muito embora os valores médios das temperaturas do mês de julho estejam perfeitamente alinhados com as normais climatológicas para este período, as flutuações ao longo do mês resultaram em dias com temperaturas extremamente elevadas, a atingir os 40ºC e em dias mais frescos, com alguns períodos de chuvas e trovoadas. Estas condições têm vindo a propiciar a ocorrência de diversas doenças criptogâmicas, forçando os agricultores a estar mais atentos e a realizar mais intervenções fitossanitárias que em anos anteriores. O verão trouxe consigo a época das ceifas e das colheitas, em culturas como os mirtilos, a batata, os cereais, algumas hortícolas e as forrageiras, que este ano se desenvolveram particularmente bem. No que respeita às culturas permanentes, continuamos a acompanhar a azeitona e a amêndoa, naquele que se avizinha como um ano irregular para estas culturas. A vinha continua a desenvolver-se de forma bastante positiva, reforçando a perspetiva de um bom ano vitícola. 
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     ago06 


Junho 2024   

Junho 2024

     Aparentemente, as temperaturas do mês de junho e a precipitação têm acompanhado a normal climatológica, o que foria antever um bom ano agrícola. Contudo, uma análise mais detalhada, leva-nos a concluir que essa aproximação à média esconde a irregularidade que se tem verificado no estado do tempo. Esta variação tem influenciado sobremaneira as culturas, sobretudo as permanentes. De uma forma geral, tiveram abundantes florações, mas as condições meteorológicas causaram problemas durante a fase de vingamento dos frutos, afetando de forma mais significativa as prunóideas. No caso da cereja, a redução na produtividade afetou sobretudo as variedades temporãs, pelo que o valor da produção final só será aferido na última informação. No caso da azeitona para azeite e amêndoa, ainda é muito cedo para aferir o evoluir do ano agrícola. No entanto, há registo de problemas no vingamento dos frutos. Pelo contrário, a produtividade da uva para vinha tem boas perspetivas de ultrapassar a média do último quinquénio. Relativamente às culturas forrageiras, após dois anos consecutivos de seca, há boas perspetivas para um aumento significativo na disponibilidade alimentar aos efetivos pecuários.  
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     jul09 


Maio 2024   

Maio 2024

     Embora seja ainda muito cedo para a previsão de colheitas da maior parte das culturas permanentes, o abrolhamento e o crescimento vegetativo da generalidade das culturas sem restrições hídricas faz antever um ano agrícola com valores coerentes com a média do quinquénio. No entanto, no caso da cereja, a chuva ocorrida na floração e vingamento e mais tarde no amadurecimento dos frutos não tem sido benéfica para esta cultura, sobretudo nas variedades mais precoces, pelo que 2024 será mais um ano de divergência em relação à média do quinquénio. A maior disponibilidade hídrica tem sido igualmente benéfica para a produção forrageira, com uma diminuição acentuada da necessidade de suprir as necessidades alimentares dos efetivos pecuários com recurso a alimentos conservados que a seca de anos anteriores tinha imposto. Em matéria de fitossanidade, as condições de temperatura e humidade são favoráveis ao desenvolvimento de diversas doenças criptogâmicas que os produtores deverão ter especial atenção. A leitura atenta das circulares da rede de avisos é mais do que aconselhada.  
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     jun07 


Abril 2024   

Abril 2024

     No seguimento do que se passou no mês de março, o mês de abril na região norte foi particularmente quente face às normais climatológicas e pautou-se por períodos de calor extremo com as temperaturas a atingirem os 30ºC, alternados com alguns dias de geada, granizo e temperaturas baixas, em particular na região transmontana. Tal como previsto no boletim do mês anterior, esta irregularidade climatológica tem causado diversos problemas aos produtores agrícolas, nomeadamente no que respeita aos atrasos na realização de sementeiras e plantações e na ocorrência de diversas doenças causadas por fungos, cujo desenvolvimento é favorecido pela humidade elevada. Regista-se ainda a quebra de produção em algumas fruteiras, cuja floração e vingamento dos frutos foram afetados pelas condições climatéricas, com destaque para a cerejeira de variedades precoces, cultura cujo acompanhamento foi iniciado este mês. Como ponto positivo, destaca-se o facto de as reservas de água nos aproveitamentos hidroagrícolas registarem os valores mais elevados do último quinquénio, garantindo o suprimento de água de rega durante todo o ano agrícola.  
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     mai08 


Março de 2024   

Março de 2024

     Março foi um mês muito heterogéneo, com frio e precipitação abundante no início e final, em alguns dias em forma de neve nos pontos mais altos, e um período intermédio de temperaturas anormalmente elevadas, com elevados níveis de evapotranspiração. Se por um lado, o teor elevado de água no solo e o armazenamento da água nos aproveitamentos hidroagrícolas na sua capacidade máxima pode antever um bom ano agrícola, quer para as culturas de regadio, quer de sequeiro, as condições de temperatura bastante heterogéneas criaram situações muito diversificadas na floração e vingamento das culturas permanentes que convém avaliar com mais detalhe no próximo boletim. Nas zonas mais húmidas, as primeiras infeções de míldio fazem antever um ano de redobrada vigilância às condições propícias ao desenvolvimento das doenças criptogâmicas. O excesso de água no solo tem também provocado atraso na preparação dos terrenos para as sementeiras e plantações das culturas temporárias de primavera-verão.  
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     abr02 


Fevereiro 2024   

Fevereiro 2024

     O mês de fevereiro continuou a ter desvios positivos de temperatura muito significativos em relação à normal climatológica, embora no terceiro decénio já se tenham aproximado dos valores normais para a época. A precipitação tem sido constante, com queda de neve na última semana do mês, o que, aliado às temperaturas amenas, tem beneficiado os prados e pastagens e os cereais praganosos. As condições meteorológicas têm igualmente favorecido a floração e o vingamento dos frutos nas culturas arbóreas, embora ainda seja cedo para o seu efeito em eventual aumento de produtividade, sobretudo se ocorrerem geadas tardias. Relativamente à produção de azeite confirma-se a previsão revista em alta em janeiro relativamente à azeitona para azeite de um ano próximo do normal e com um produto de elevada qualidade na região transmontana.  
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     mar06 


Janeiro de 2024   

Janeiro de 2024

     O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) identificou uma onda de calor na generalidade das estações meteorológicas da Região Norte que, pela sua extensão espacial e temporal, foi por este organismo considerada a mais significativa observada no mês de janeiro, desde 1941. De facto, o reduzido número de horas de frio durante este inverno está a criar apreensão em muitos agricultores pelo efeito negativo na indução floral de muitas culturas e pelo abrolhamento precoce que poderá causar diminuição da produção se se verificar um final de inverno com temperaturas mínimas negativas. A informação sobre a azeitona para azeite foi novamente revista em alta, tendo em conta que o aumento ocorrido na sua cotação incentivou a colheita em olivais cuja escassez de mão-de-obra e preços relativamente baixos verificados em campanhas anteriores tinham-lhes destinado o abandono.  
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     fev07 


Dezembro 2023   

Dezembro 2023

     A elevada precipitação dos últimos meses provocou o encharcamento dos solos em toda a sub-região do EDM, dificultando a realização de trabalhos de inverno, como a mobilização de terrenos para sementeiras de cereais de inverno. Na sub-região de TM, por outro lado, registou-se uma reposição dos níveis dos lençóis freáticos, apresentando algumas áreas um índice de água no solo superior à capacidade de campo.   Estima-se uma redução na colheita de Kiwi (-6%) em comparação com o ano anterior. Em contrapartida, a produção de azeitona destinada à produção de azeite apresenta uma tendência de crescimento (+27%). No entanto, este aumento deve ser interpretado com prudência, pois a produção total permanece significativamente abaixo dos níveis considerados normais para um ano agrícola padrão. As temperaturas amenas e a ocorrência de precipitação têm favorecido o desenvolvimento das plantas nos prados e pastagens.   Este documento constitui o último relatório apresentado pela DRAP Norte, entretanto extinta. Fica a expectativa de que este projeto seja continuado e, se possível, aprimorado pela Comissão de Coordenação da Região Norte (CCDR Norte).  
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     jan09 


Novembro de 2023   

Novembro de 2023

     Em novembro, a intensa precipitação contribuiu para a reposição dos níveis dos lençóis freáticos, o que também se aplica à maioria do território da sub-região de Trás-os-Montes. Nalgumas zonas de observação do Entre Douro e Minho, as condições climatéricas prejudicaram a realização de algumas tarefas sazonais, tais como a colheita do kiwi, do milho para grão e as sementeiras de forragens ou cereais de inverno. A conjugação de humidade e calor favoreceu o desenvolvimento das culturas forrageiras e pratenses, estimando-se que a produção de alimentos grosseiros, como fenos e silagens, será superior à do ano anterior. Em toda a Região Norte, perspetiva-se um aumento nas produções de milho (grão), castanha e azeitona para azeite. No entanto, subsiste ainda a preocupação quanto à propagação da vespa das galhas do castanheiro ( Dryocosmus kuriphilus Yasumatsu ), que afeta a produção de castanha. Nas árvores atacadas é visível o fraco vigor no crescimento dos ramos, na floração e na respetiva frutificação, com o correspondente impacto na redução da produção dos castanheiros e, por essa razão, na economia das explorações da sub-região de Trás-os-Montes.  
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     dez06 


Outubro 2023   

Outubro 2023

     Tal como sucedeu no ano passado, o mês de outubro foi marcado por uma intensa precipitação. A pluviosidade acumulada no ano agrícola de 2022/2023, que agora se conclui, superou a da normal climatológica em toda a Região Norte, sendo de destacar que no Entre Douro e Minho (EDM) a diferença atingiu os 25%. Não obstante a precipitação em muito superior ao normal para o mês de outubro, foi possível realizar as atividades agrícolas relacionadas com preparação da nova campanha agrícola, a colheita do milho, frutos secos e uvas. Estima-se um aumento na produção da maioria dos produtos agrícolas na Região Norte, em comparação com o ano anterior, abrangendo culturas como milho, maçã, pêssego, kiwi, amêndoa, avelã, castanha, noz e azeitona para produção de azeite. Além disso, a produção de culturas forrageiras, prados e pastagens deverá apresentar um maior crescimento em relação ao ano anterior.  
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     nov08 


Setembro 2023   

Setembro 2023

     O cenário meteorológico de setembro foi distinto nas duas sub-regiões. Em Trás-os-Montes (TM), a precipitação ocorrida foi de 92,1 mm, o que representa um aumento de 64% em relação à média mensal dos últimos 30 anos. No Entre Douro e Minho, a precipitação foi de 86,5 mm, o que representa uma redução de 10% em relação à média. Em ambas as sub-regiões, a temperatura média foi superior à normal, respetivamente, 1% e 4%. Estima-se que a produção global de cereais praganosos para grão em TM, nomeadamente trigo e triticale, sofrerá quebras de 4,9% e 6,3%, respetivamente. Pelo contrário, a produção do milho para grão, deverá aumentar em toda a Região Norte, entre 4,4% e 10,7%. A batata produzida em regadio segue a mesma tendência, com acréscimos de produção compreendidos ente 7,7% e 18,0%. No que respeita às culturas permanentes, é de destacar a previsão de um aumento generalizado na produtividade da castanha, avelã, noz, uva para vinho e azeitona para azeite. A incorporação de matéria verde na dieta animal revela um incremento em relação ao período equivalente do ano anterior. No entanto, o aumento no preço dos concentrados tem originado uma redução dos efetivos bovinos e ovinos.  
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     out19 


Agosto de 2023   

Agosto de 2023

       De acordo com o IPMA, no mês de agosto, a maior parte do território da região Norte encontrava-se sob influência de uma situação de seca meteorológica. Adicionalmente, as temperaturas mínimas, médias e máximas apresentaram valores acima do habitual para este mês. No entanto, é de realçar que em agosto de 2022 a situação era ainda mais crítica, com o esgotamento dos recursos hídricos em diversos poços, minas e nascentes, bem como uma escassez de alimento nas pastagens de montanha, o que levou os animais a percorrerem maiores distâncias em busca de alimento. Diante deste cenário de seca, torna-se cada vez mais premente repensar as estratégias de adaptação e mitigação dos impactos das alterações climáticas, com especial foco no aumento da capacidade de armazenamento das águas superficiais e na melhoria da eficiência da irrigação. Estima-se que a produção global de cereais praganosos para grão, nomeadamente trigo, centeio, aveia, cevada e triticale, sofrerá quebras. Pelo contrário, a produtividade do milho para grão deverá aumentar ligeiramente. É de salientar a previsão de um aumento substancial na produtividade da amêndoa em Trás-os-Montes, relativamente ao ano anterior. No Entre Douro e Minho, espera-se um aumento ligeiro na produtividade da uva para vinho. As condições climatéricas determinaram o avanço vegetativo, contribuindo para a antecipação das colheitas, nomeadamente das uvas. As estruturas de transformação e armazenamento tiveram de se ajustar para responder a esta situação. Por último, é importante mencionar o aumento contínuo das queixas dos agricultores em relação aos danos causados por certas espécies cinegéticas, nomeadamente cervídeos e javalis.  
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     set07 


Julho de 2023   

Julho de 2023

     Durante o mês de julho, como habitualmente nesta época do ano, as precipitações foram reduzidas. Nalguns dos dias deste mês as temperaturas máximas médias excederam os valores normais para esta época pelo que na maioria das explorações agrícolas da região, que dispõem de recursos hídricos, o número de regas e o volume de água consumido aumentou. Na região Norte, prevê-se um aumento significativo na produtividade da batata cultivada em regadio, especialmente na sub-região de Trás-os-Montes (TM). No entanto, a estimativa é de uma importante quebra na produção de cereja, particularmente na sub-região de Entre Douro e Minho (EDM). Por outro lado, espera-se um aumento de aproximadamente 135% na produção de pêssego em TM, comparativamente ao ano transato. As forragens anuais apresentaram um melhor desenvolvimento vegetativo, em comparação com o ano anterior, o que levará a acréscimos na produção de alimentos grosseiros conservados, como feno e silagem.  
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     ago04